Três dos cinco detidos ficaram em prisão preventiva no âmbito de uma investigação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa sobre branqueamento através de instituições de pagamentos e câmbios.

A informação consta da página da Procuradoria-geral Distrital de Lisboa (PGDL), que adianta que em causa estão as instituições Money One e Transfex e que entre as três pessoas detidas está “o principal agente”.

“Os outros dois detidos ficaram sujeitos às medidas de suspensão de exercício de atividade na área financeira, proibição de ausência e de contactos.”


Acrescenta ainda que as duas instituições de pagamentos e câmbios foram alvo de intervenção do Banco de Portugal.

As detenções das cinco pessoas ocorreram na quarta-feira, na sequência de um inquérito em investigação no DIAP de Lisboa.

Em causa estão “suspeitas da prática dos crimes de branqueamento de capitais, corrupção ativa e passiva, fraude fiscal, associação criminosa e atividade ilícita de receção de depósitos e outros fundos reembolsáveis”, entre outros crimes.

Segundo a PGDL, foram feitas dezenas de buscas, em vários pontos do país, incluindo na Money One e na Transfex, noutras empresas e domicílios.

“As buscas foram determinadas em consequência da recolha de fortes indícios da existência de uma associação criminosa que através dos seus membros utilizava estas instituições para o branqueamento de avultadas quantias provenientes de atividades criminosas altamente organizadas.”


O objetivo seria o de esconder a origem do dinheiro e conseguir fazê-lo circular no sistema financeiro legal. Para isso, “o grupo utilizava sociedades de fachada e contas em nome de terceiros de boa-fé como forma de dissimular a sua atividade criminosa que tinha âmbito transnacional”.

De acordo com o Ministério Público, esta atividade poderia “colocar em risco a estabilidade do próprio sistema financeiro e os interesses dos particulares”, acrescentando que já tinham sido apreendidos em Portugal e em Espanha mais de 7 milhões de euros de proveniência criminosa.

Participaram nesta investigação a Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária (PJ), a Unidade de Perícias Financeiras e Contabilísticas da PJ, Unidade Informática da PJ em cooperação com a Autoridade Tributária e outras instituições.