O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou sob aviso laranja as nove ilhas do arquipélago dos Açores devido à previsão de chuva.

O aviso laranja vigora até às 24:00 de hoje (mais uma hora em Lisboa) nas ilhas de São Miguel, Santa Maria, Corvo, Flores, São Jorge, Terceira, Faial, Pico e Graciosa.

A delegação regional dos Açores do IPMA justifica ter elevado para laranja o aviso meteorológico para o arquipélago, que estava com aviso amarelo, devido ao facto de se ter observado, na última hora, 23,9 milímetros de precipitação na estação de Ponta Delgada/Nordela e 18,2 mm na estação de Ponta Delgada/Observatório Afonso Chaves.

Nas nove ilhas do arquipélago mantém-se o aviso amarelo para trovoada até às 23:00 de hoje.

Segundo a delegação regional, uma depressão está a afetar a região dos Açores “com condições de forte instabilidade”, o que provocará “aguaceiros intensos e trovoada nas próximas horas”.

O aviso laranja é o segundo de uma escala de quatro e indica situação meteorológica de risco moderado a elevado. O aviso amarelo, o terceiro da escala, revela situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Entretanto, o Serviço Regional de Proteção Civil e dos Bombeiros informou que, na sequência da trovoada, um relâmpago atingiu o edifício da Direção Regional da Habitação, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, cerca das 13:50.

Uma mulher que se encontrava nas instalações foi atingida pela descarga elétrica, tendo sido transportada para o hospital da cidade, por precaução, mas já teve alta, informou a Proteção Civil.

Já na escola secundária Antero de Quental, também na cidade de Ponta Delgada, o vice-presidente do conselho executivo Miguel Sousa disse à Lusa que se registaram estragos em vários equipamentos.

“Apanhámos um susto enorme e equipamentos, sistema de alarme, servidor informático, projetores e equipamentos multimédia sofreram danos”, adiantou Miguel Sousa, explicando que está a ser feito o levantamento dos danos.

Miguel Sousa adiantou que se tentou “acalmar um ou outro aluno mais assustado, devido ao estrondo [da trovoada] que foi tremendo”.

“Mas não há vítimas, nem danos estruturais”, acrescentou o docente.