O mau tempo na Madeira está a condicionar o movimento no aeroporto desta ilha, tendo provocado o cancelamento de quatro voos que serão reprogramados para domingo e o cancelamento da ligação marítima com o Porto Santo.

Segundo fonte aeroportuária, os aviões da TAP e da Easyjet provenientes de Lisboa, «depois de aguardarem algum tempo, acabaram por regressar à origem».

Um outro aparelho da Norwegian proveniente de Copenhaga divergiu para o aeroporto de Tenerife Sul, nas ilhas Canárias e um outro avião desta transportadora oriundo de Gatwick (Londres) está no Porto Santo.

Na ilha vizinha está também um Air Berlin que teve origem em Dusseldorf, que ainda está em situação de «aguardar novas informações, mas tudo indica que será cancelado», adiantou.

De acordo com a mesma fonte, «estes voos estão cancelados e serão reprogramados para domingo, como acontece nestas situações, para proteger os passageiros».

Sobre a atual situação atmosférica na zona de Santa Cruz, referiu que «a visibilidade e a chuva estão muito melhor, mas o problema é o vento».

O mau tempo também se faz sentir nos mares do arquipélago, tendo a Capitania do Porto do Funchal prolongado o aviso de agitação marítima forte até às 18:00 de domingo, com previsões de ondas com 5,5 metros de altura na costa norte, recomendando que as embarcações na região «permaneçam nos portos de abrigo» por causa destas condições de tempo adversas.

A Porto Santo Line, empresa concessionária da linha marítima entre a Madeira e o Porto Santo, decidiu cancelar a ligação de domingo, «de maneira a que os passageiros que estavam naquela ilha pudessem optar por regressar hoje ou na segunda-feira», disse à Lusa o comandante do navio ‘Lobo Marinho’.

João Bela referiu que estavam previsto transportar domingo de manhã 64 passageiros com partida do Funchal e 153 na viagem de regresso do Porto Santo, que “decidiram viajar esta noite”.

«Hoje fiz a manobra mais difícil em 20 anos na linha, na saída do Porto Santo, mas acabamos por chegar bem ao Funchal, apesar de termos enfrentado muito vento na viagem», declarou o comandante.

Também a direção regional de Estradas encerrou e condicionou o trânsito em diversos troços em estradas regionais em diferentes concelhos da ilha.

Quedas de árvores danificaram viaturas

As várias corporações de bombeiros da ilha da Madeira registaram esta noite dezenas de saídas para situações provocadas por quedas de árvores que provocaram danos em diversas viaturas, mas sem causar danos pessoais.

«Já não têm conta as vezes que saímos desde o início da noite para cortes de árvores que caíram em diferentes locais, para desobstruirmos as estradas, mas não há feridos, nem danos graves», disse à agência Lusa fonte dos bombeiros de Santa Cruz, acrescentado que naquele concelho se registou mesmo «um corte de energia» por causa do mau tempo que assola a Madeira.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje o arquipélago da Madeira sob alerta amarelo a Costa Norte, Porto Santo e a Costa Sul, com alerta laranja para as Regiões Montanhosas, com previsões de rajadas que podem atingir os 120 quilómetros/hora entre as 22:00 deste sábado e as 05:59 de domingo e aguaceiros «por vezes fortes».

Através de contacto telefónico, as duas corporações de bombeiros do Funchal (Municipais e Voluntários) informaram que também estão ocupadas a desobstruir estradas em diversas zonas do concelho, tendo registado cerca de três dezenas de intervenções devido a quedas de árvores e deslocamento de folhas de zinco.

Os bombeiros Municipais do Funchal referiram que foram chamados para situações deste tipo que «provocaram mesmo danos em três viaturas, nos bairros da Nazaré e do Hospital».

O graduado de serviço dos Voluntários Madeirenses adiantou «ainda não ter contabilizado os danos, mas também ficaram danificadas viaturas» na sua área de intervenção, mencionando que «uma é da PSP».

Por seu turno, o comandante da corporação do concelho da Calheta, João Alegria, disse que também tiveram de efetuar várias intervenções relacionadas com quedas de árvores, tendo igualmente os elementos da Ribeira Brava registado diversas saídas para este mesmo tipo de ocorrências.

A situação está apenas mais calma nos municípios de Câmara de Lobos, Santana e São Vicente/Porto Moniz.