As respostas sociais para idosos aumentaram, mas o crescimento desta população diluiu o impacto da taxa de cobertura no país, que ainda é inferior à média europeia, revela o relatório anual do Observatório das Famílias.

Em 2012, os centros de dia, apoio domiciliário e lares tinham, em conjunto, uma taxa de cobertura na ordem dos 12,2%, adianta o relatório do Observatório das Famílias e das Políticas de Família (OFAP), citando a Carta Social.

«Continua a aumentar o número e a capacidade de respostas sociais para idosos, no entanto é ultrapassada pelo aumento de população nestas faixas etárias e situa-se abaixo da média europeia», sublinha o relatório, a que a agência Lusa teve acesso.

Entre as três respostas sociais, o apoio domiciliário foi a que mais cresceu em termos de lugares disponíveis, tendo mais que duplicado entre 2000 e 2013, ao passar de 49.473 para 101.448 lugares, de acordo com a Carta Social.

«Apesar deste aumento significativo, o crescimento da população deste grupo etário (mais de 65 anos) terá contribuído para diluir o impacto do aumento da respetiva taxa de cobertura que, neste período, passou de 3% para 5%», salienta o OFAP.

Em 2013, para os 1.998.663 idosos residentes em Portugal, existiam 86.532 lugares disponíveis em lares (4,3%), 64.254 em centros de dia (3,2%) e 101.448 (5%) em apoio domiciliário.

Comparando esta taxa de cobertura com outros países europeus, Portugal situa-se abaixo de países como, por exemplo, a França (6,7% lares e 6,5% apoio domiciliário), Suécia (5,9% lares e 11,7% apoio domiciliário), Holanda (6,9% lares e 12,9% apoio domiciliário), Finlândia (4,6% lares e 7,3% apoio domiciliário) e Dinamarca (5,0% lares e 9,5% apoio domiciliário).

Estes países já apresentavam em 2007 e 2008 valores superiores aos que Portugal regista em 2013.