A intoxicação alimentar de 17 crianças e um adulto ocorrida na quarta-feira em Serpa terá sido provocada por sandes feitas pelos próprios e consumidas na piscina da cidade, admitiu hoje à agência Lusa o presidente do município.

"Ainda não há certeza sobre o que provocou a intoxicação alimentar, mas, à partida, foi comida feita por eles e que lhes fez mal", nomeadamente sandes, disse Tomé Pires, presidente da Câmara de Serpa, no distrito de Beja.

Fonte do Gabinete de Comunicação da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) disse à Lusa que as causas da intoxicação alimentar estão a ser averiguadas pela unidade de saúde pública da instituição.

As vítimas de intoxicação alimentar, que foram assistidas nos dois hospitais do distrito de Beja e já tiveram alta, fazem parte de um grupo de 42 elementos, 36 crianças, com idades entre 10 e 14 anos, e seis monitores adultos, que está, desde segunda-feira, numa colónia de férias na cidade e alojado no Parque de Campismo Municipal de Serpa, explicou o autarca.

Os elementos do grupo, do Agrupamento de Escolas Frei Gonçalo de Azevedo, de São Domingos de Rana, no concelho de Cascais, distrito de Lisboa, consumiram comida, nomeadamente sandes, algumas com maionese, que eles próprios fizeram no parque de campismo e levaram para a Piscina Municipal Descoberta de Serpa, explicou, referindo que a intoxicação não foi causada por alimentos comprados no bar da piscina.

"Provavelmente", as vítimas de intoxicação alimentar terão consumido sandes com ingredientes "estragados devido ao calor e passaram mal", disse, referindo que algumas começaram a sentir-se mal ainda na piscina e outras já na rua ou no parque de campismo.

Os afetados consumiram "alimentos da responsabilidade deles, que, possivelmente, não trataram da melhor forma e isso terá originado a intoxicação alimentar", disse o autarca, insistindo que não foi por alimentos comprados no bar da piscina.

"Aliás, até o pessoal que socorreu e transportou as vítimas" para os hospitais de Beja e Serpa "aconselhou todos os elementos do grupo a jogarem fora toda a comida que tinham", frisou.

Por isso, disse, a Câmara de Serpa, através da associação de trabalhadores do município, providenciou, na quarta-feira, no refeitório municipal, o jantar aos elementos do grupo que não sofreram intoxicação alimentar.

Segundo Tomé Pires, a autarquia, também através da associação e no refeitório municipal, garantiu hoje de manhã o pequeno-almoço e vai garantir o almoço aos elementos do grupo, que, como estava previsto, irão regressar hoje à tarde às suas casas.

Dez das crianças, cinco rapazes e cinco raparigas, entraram no hospital de Beja na quarta-feira à noite com sintomas de intoxicação alimentar, disse fonte do Gabinete de Comunicação da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), que gere a unidade hospitalar.

Segundo a fonte da ULSBA, os cinco rapazes e quatro raparigas tiveram alta ainda na noite de quarta-feira e a outra rapariga ficou em observação e teve alta hoje de manhã.

Outras sete crianças e o monitor adulto entraram na quarta-feira com sintomas de intoxicação alimentar no hospital de Serpa, gerido pela Santa Casa da Misericórdia, e já tiveram alta após tratamento e estabilização clínica, sendo que "nenhum dos casos revelou gravidade", segundo informações prestadas à Lusa pela diretora clínica da unidade hospitalar, Conceição Vilão, referindo que "nenhum dos casos revelou gravidade"