O escritor e poeta português Herberto Helder morreu esta segunda-feira aos 84 anos, em Cascais. As cerimónias fúnebres realizam-se amanhã, em local não divulgado, são apenas reservadas aos familiares.

Herberto Helder terá sido um dos mais reservados escritores portugueses, não dando entrevistas. Reservada será também a sua despedida, segundo disse à TVI24 fonte da sua editora.



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Natural do Funchal, Madeira, e de ascendência judaica, é considerado um dos maiores poetas portugueses. Não gostava de dar entrevistas, não se deixava fotografar e frequentemente recusava prémios, sendo também por isso uma figura peculiar, envolta num certo mistério.

Os seus livros, com uma edição apenas, tornaram-se obras raras.

Herberto Helder nasceu a 23 de Novembro de 1930 no Funchal. Matriculou-se na Faculdade de Direito de Coimbra, mas, em 1949, mudou para a Faculdade de Letras onde frequentou, durante três anos, o curso de Filologia Românica, que não chegou a acabar.

Além de escritor, foi um homem de vários ofícios: trabalhou como angariador de publicidade, esteve fora do país onde exerceu várias profissões mais marginais e, de regresso a Portugal, tornou-se bibliotecário e, anos mais tarde, jornalista. 

O seu primeiro livro, «O Amor em Visita», foi publicado em 1958. As viagens que fez pelo estrangeiro terão sido a inspiração para a obra «Os Passos em Volta», um livro de vários contos.

Em 1994 foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa, mas o poeta recusou.

O seu último livro, «A Morte Sem Mestre», foi publicado em 2014, pela Porto Editora, um ano depois de «Servidões».