Atualizada às 13:48

Parte do muro que levou os bombeiros a evacuarem, esta quinta-feira, três edifícios de quatro andares na Rua São Tomé e Príncipe, no Cacém, acabou por cair esta manhã.
 
Fonte da polícia revelou, esta sexta-feira ao início da manhã, que o muro «está parcialmente» encostado a um dos prédios que foram evacuados pelos bombeiros. 

«Parte do muro está encostado a um dos edifícios ao nível do terceiro andar», explicou a fonte ao salientar que a zona está vedada e que no local estão elementos da Polícia de Segurança Pública e da Proteção Civil. 

Ainda segundo as autoridades, o muro de sustentação de terras está partido ao meio em consequência da acumulação de água no terreno. 

Proteção Civil de Sintra avalia muro

Técnicos da Proteção Civil Municipal de Sintra estão a avaliar os danos provocados pelo muro, informou a autarquia.

«Vamos fazer uma primeira avaliação das condições para ver se as pessoas podem voltar às suas casas», afirmou a diretora da Proteção Civil Municipal de Sintra, Ana Queiroz do Vale.

A técnica acrescentou que o prédio n.º 12 da Rua São Tomé e Príncipe, no Cacém, é o que inspira «maior preocupação, porque uma parte do muro caiu» no logradouro e encostou ao edifício.

Câmara admite reparar muro

O presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta (PS), admitiu esta sexta-feira que a autarquia pode assumir a reparação «de emergência» do muro que ruiu parcialmente no Cacém, ameaçando três prédios, mas imputando depois os custos aos proprietários.

«É evidente que se o muro for privado, a lei obriga-nos em estado de emergência a fazer as obras, mas depois têm de ser pagas pelo proprietário privado», afirmou o presidente da autarquia, após visitar os prédios afetados pela queda parcial de um muro, que levou a desalojar 22 famílias.