A violência doméstica foi o segundo crime mais comunicado à PSP em 2013, disse esta segunda-feira o coordenador do Gabinete de Atendimento e Informação à Vítima (GAIV) da Maia, acrescentando que em 2015 já morreram seis mulheres por violência doméstica.

À margem do seminário «Violência de Género: da denúncia à intervenção», que está a decorrer no Auditório do Fórum da cidade da Maia, no distrito do Porto, o coordenador do GAIV da Maia e subcomissário Luís Barros adiantou à Lusa que têm sido registadas cada vez mais denúncias do crime público de violência doméstica, tendo em 2013 sido o «segundo crime mais comunicado às forças de segurança, logo atrás do furto de viaturas».

Em 2013, morreram 43 mulheres vítimas de violência doméstica e este ano de 2015 já se contabilizaram seis mortes de mulheres vítimas do mesmo crime, referiu Luís Barros, explicando que não tinha os dados de 2014.

O facto de haver cada mais denúncias de crimes de violência doméstica não significa, no entanto, que os casos se resolvam, pois muitas vezes a vítima faz a denúncia, mas, no decorrer do processo, «deixa de cooperar» e o processo é arquivado, conta o coordenador do GAIV da Maia.

As vítimas de violência doméstica costumam fazer as denúncias ainda «a quente», mas, muitas vezes deixam de cooperar, no decorrer do processo, porque «o agressor as ameaça e as pressiona», designadamente utilizando os filhos, que se transformam «num joguete» entre os progenitores, explica Luís Barros.

O Dispositivo da PSP do Comando Metropolitano do Porto, através da Divisão Policial da Maia, em conjunto com a Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação da Maia, realizou esta segunda-feira um seminário subordinado ao tema «Violência de Género: da denúncia à intervenção» e um dos objetivos foi «chamar a atenção para a importância do trabalho em rede entre as várias instituições» que lidam todos os dias com a problemática da violência doméstica e, ao mesmo tempo, «sensibilizar os cidadãos para a importância da denúncia às autoridades».