A presidente demissionária da associação Raríssimas Paula Brito da Costa saiu da Casa dos Marcos pelas 17:15, onde pela manhã se apresentou para trabalhar, motivando protestos dos funcionários.

A ainda diretora-geral da Raríssimas saiu a conduzir uma viatura e tinha ao lado do marido, que escondeu completamente a cara com o capuz de um casaco.

Logo a seguir saiu outro carro conduzido pelo segurança com o qual Paula Brito e Costa se apresentou na Casa dos Marcos pela primeira vez depois de ter pedido a demissão, no dia 13, na sequência da reportagem da TVI sobre alegada gestão danosa.

Os trabalhadores que hoje se concentraram à porta da Casa dos Marcos em protesto pela presença da ex-presidente estiveram reunidos com uma comissão nomeada pela restante direção da Raríssimas e esperavam a chegada de três vogais.

Em causa estão as condições financeiras a instituição, após a demissão da presidente, cujas contas bancárias ainda estão inacessíveis, facto que, segundo dizem, prejudica a gestão financeira.

A investigação da TVI mostrou documentos que colocam em causa a gestão da instituição de solidariedade social, nomeadamente de Paula Brito e Costa, que alegadamente terá usado o dinheiro para diversos gastos pessoais.

O caso já provocou a demissão do secretário de Estado da saúde Manuel Delgado, que em 2013 e 2014 foi consultor da Raríssimas, com um vencimento de três mil euros por mês, tendo recebido um total de 63 mil euros.