O Tribunal de Aveiro condenou esta quarta-feira um homem a três anos de prisão efetiva e outro a pena de dois anos, também efetiva, por envolvimento num tiroteio junto a um café em Águeda, no primeiro dia de 2014.

O coletivo de juízes deu como provados todos os factos da acusação, condenando os arguidos, pai e filho, respetivamente de 52 e 25 anos, por um crime de detenção de arma proibida.

O arguido mais velho estava ainda acusado de detenção de arma em locais proibidos, por ter entrado armado no estabelecimento, mas o tribunal entendeu haver concurso de crimes, e absolveu-o deste crime.

A pena mais gravosa foi aplicada ao pai, devido ao seu papel de liderança no episódio ocorrido e por ter um passado criminal mais extenso, tendo estado detido três vezes.

A censurabilidade é maior, porque liderou este episódio e, além de ter efetuado disparos na via pública, entrou armado em local de diversão, numa manifestação de força e intimidação", realçou o juiz presidente Raul Cordeiro.

O tribunal teve ainda em conta a postura adotada pelos arguidos, que optaram por permanecer em silêncio durante o julgamento.

Um terceiro arguido, que foi detido na posse de uma pistola e uma espingarda, bem como as respetivas munições, foi condenado no mesmo processo a dois anos de prisão pelo mesmo crime.

No entanto, neste caso, o coletivo de juízes optou por suspender a pena, tendo em conta que o arguido não tinha condenações à data dos factos e confessou integralmente o crime, durante o julgamento.

Após a leitura do acórdão, o magistrado dirigiu-se aos dois principais arguidos dizendo-lhes que estes comportamentos não se podem adotar.

Vir para a via publica, disparar e intimidar populações é muito grave", disse o juiz.

Segundo o Ministério Público, os arguidos saíram do café por volta das 01:00, após um desentendimento com um cliente, e regressaram cerca de meia hora depois, com outros dois indivíduos não identificados, todos munidos de armas de fogo, tendo efetuado vários disparos para o ar.

O arguido mais velho chegou a entrar no estabelecimento empunhando uma pistola e permaneceu no seu interior durante alguns minutos, exibindo a arma que trazia.

Uma pessoa chegou a ser agredida com uma coronhada na cara, tendo recebido tratamento hospitalar.