O Plano Nacional de Defesa da Floresta contra incêndios está parado na Assembleia da República. A notícia é avançada pelo jornal Público, que diz que nem Governo nem a Assembleia da República estão marcar passo no que toca às questões dos incêndios florestais.

É que o plano que devia ser monitorizado de dois em dois anos, mas não é avaliado há quatro. O último relatório diz respeito a 2011 e 2012, mas só hoje é que vai ser conhecido, segundo gabinete do ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Regional.

A monitorização e avaliação referente aos anos de 2011 e 2012 não foi publicitada pelo anterior Governo, apesar de ter sido concluída, e vai estar disponível esta terça-feira”, indica o gabinete de Capoulas Santos.

Já as avaliações relativas 2013/2014 e 2015/2016 estão “em fase de contratação e foi pedida urgência aos serviços”, diz a tutela, que não quis detalhar quando foram pedidas.

O jornal diz ainda que o pacote florestal está parado há dois meses na comissão do grupo de trabalho, no Parlamento, e que os deputados reuniram apenas cinco vezes desde outubro do ano passado.

Entretanto, o Governo veio exigir respostas sobre o que pode ter falhado no sábado, para ter acontecido a tragédia que se verificou em Pedrógão Grande. Os esclarecimentos foram solicitados ao IPMA - Instituto Português do Mar e da Atmosfera e também do SIRESP - Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal.

António Costa pretende saber “se houve falha de comunicações do sistema do Estado", nomeadamente sobre o encerramento ou não encerramento da Estrada Nacional 236-1, onde morreram 30 pessoas, das 64 vítimas mortais já confirmadas.