Foram acionados dois meios aéreos para ajudar no combate ao incêndio que lavra em Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, desde o início da madrugada desta quinta-feira.

O vento "muito forte", os "declives acentuados" e os "difíceis acessos" estão a dificultar o combate às chamas em pleno parque da Peneda Gerês, informou o responsável da proteção civil de Ponte da Barca, aqui citado pela Lusa.

O combate ao incêndio mobilizava ao início da tarde de hoje 60 operacionais, mais 40 que os que se encontravam no terreno pelas 09:00.

De acordo com a fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viana do Castelo "o helicóptero pesado acionado cerca das 08:30 teve que desmobilizar por falta de condições de segurança para operar devido ao vento forte que se faz sentir naquela zona". Mas, de acordo com a mesma fonte, aquele meio aéreo "voltou a ser acionado às 12:00 por estarem reunidas as condições para auxiliar no combate às chamas que mantêm três frentes ativas".

"A frente de fogo que mais preocupa é que está virada ao lugar de Lourido, na freguesia de Entre Ambos-os-Rios, pela proximidade de habitações", detalhou.

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Por esta hora, há mais de uma dezena de incêndios ativos em Portugal continental.

O incêndio de Vila Real, que começou ontem à tarde, já está em fase de resolução.

Com o avançar das horas, surgem novos focos de incêndio, num dia em os concelhos de Pampilhosa da Serra e Monchique estão em risco "máximo" de incêndio, e outros 26 em risco "muito elevado".

Os incêndios mais recentes, de acordo com a Proteção Civil, deflagraram por volta das 8:30 em Arouca, Coruche e Braga.

No distrito de Braga, estão ativos mais três incêndios, mas o fogo de Armamar já se encontra em resolução.  O incêndio de Gondomar também, bem como o fogo de Campeã, no distrito de vila real, que lavra desde ontem e que obrigou ao corte do IP4.

Em Fafe, um incêndio colocou em risco várias casas e uma fábrica com produtos químicos.

O vento forte dificultou o trabalho dos bombeiros e criou uma coluna de fumo negro.

No Marão, 50 operacionais vão manter-se hoje no terreno para evitar reacendimentos. O fogo que deflagrou ontem queimou uma área de pinhal.