O secretário-geral da Rede Ibérica de Entidades Transfronteiriças (RIET), Xoan Mao, defendeu esta terça-feira que Espanha tinha “obrigatoriamente” de partilhar com Portugal as ações em torno do projeto de exploração de urânio a céu aberto em Retordilho, a 40 quilómetros da fronteira, perto de Almeida.

Uma ação autorizada pelo governo espanhol que possa criar graves problemas ao povo português não é legítima, já que não elegeu o governo espanhol. É imperativo que as questões ligadas ao ambiente, numa área de 100 quilómetro para cada lado, tenham de ser consensuais entre os dois estados envolvidos”, observou.

O responsável prometeu levar à próxima reunião executiva daquela entidade uma proposta para que seja pedida à Comissão Europeia legislação em matéria ambiental, para territórios raianos, que possibilite que um país vete ações que prejudiquem o país vizinho.

A ideia é que um país possa vetar ações contra o meio ambiente, que venham a prejudicar os países vizinhos. Assim, Portugal poderiam ter direto de veto neste processo de exploração de uma mina de Urânio a céu aberto em Retortillo”, vincou o secretário-geral da RIET, Xoan Mao.

Fundada em 2009, a Rede Ibérica de Entidades Transfronteiriças (RIET), é constituída por 32 organizações de proximidade à fronteira de Espanha e de Portugal, que representam os interesses de mais de 12 milhões de habitantes e de mais de um milhão de empresas.