As equipas do Instituto da Segurança Social (ISS) destacadas para dar apoio social às vítimas dos incêndios na zona Centro do país apoiaram 2.432 pessoas em 33 postos de evacuação criados, foi anunciado esta quinta-feira.

Em comunicado, o ISS refere que, na sequência da ativação dos Planos Municipais de Emergência e da Declaração de Calamidade por causa dos incêndios que deflagraram no fim de semana, foi assegurada a permanência, entre os dias 15 e 18 de outubro, de equipas de técnicos para prestarem apoio nos concelhos sinalizados com maiores necessidades.

As equipas da segurança social estiveram em 33 postos de evacuação, nos quais foi prestado apoio social a 2.431 pessoas.

Neste apoio estiveram envolvidos 111 técnicos do Instituto da Segurança Social em articulação com as autarquias e outros parceiros.

Ainda segundo o ISS, durante este período, a Linha Nacional de Emergência Social (LNES) atendeu mais de 500 chamadas, através do número 144, para informação acerca destes locais de evacuação das populações.

Do total de postos de atendimento criados, adianta o ISS, apenas dois ainda estavam em funcionamento no final do dia de quarta-feira: Vouzela (Centro Social de Cambra) e Oliveira do Hospital (Pavilhão Gimnodesportivo).

Apesar de os incêndios terem sido declarados extintos, o ISS pretende continuar no terreno com equipas de apoio social de proximidade, com maior incidência nos concelhos mais afetados, tendo sido deslocadas equipas técnicas para o levantamento de necessidades.

Na quarta-feira, estas equipas estiveram em 25 concelhos.

Entre o acompanhamento que o ISS assegura estar a ser feito está a avaliação das necessidades, dos danos e das perdas, o acompanhamento regular para as situações sinalizadas, a avaliação e a atribuição de subsídios e prestações sociais e familiares.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 42 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves.

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, em junho, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.