A Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) vai lançar na segunda-feira uma operação de recolha de fundos para prestar apoio no Médio Oriente, através de instituições no terreno, revelou o seu diretor, Rui Marques.

A campanha de recolha de fundos decorrerá no âmbito do programa “PAR – Linha da Frente” e terá como destino o apoio em zonas do Médio Oriente onde se concentram refugiados, através da Cáritas e do Serviço Jesuíta, que estão a fazer trabalho humanitário localmente.

“A campanha de recolha de fundos destina-se a apoiar o trabalho com os refugiados na Síria, no Líbano, na Jordânia e na Turquia, de duas organizações experientes e credíveis que estão no terreno, a Cáritas Médio Oriente e o Serviço Jesuíta do Médio Oriente, esclareceu o diretor da PAR.

Segundo Rui Marques, “o apoio financeiro é mais útil e não propriamente o apoio em géneros alimentares roupas, ou brinquedos”, devido a dificuldades logísticas de transporte e distribuição.

É necessário o apoio financeiro para que estas instituições possam localmente adquirir os bens necessários e montar infraestruturas que sejam úteis para servir estas populações”, disse.

Rui Marques falava à Lusa, à margem da apresentação da PAR em Aveiro, destinada “a sensibilizar a sociedade aveirense a dar uma resposta positiva ao acolhimento de refugiados”.

A Plataforma de Apoio aos Refugiados reúne mais de 100 instituições da sociedade civil, e a sessão serviu de esclarecimento sobre as condições de adesão de organizações da sociedade civil ao acolhimento de famílias de refugiados.

De acordo com os esclarecimentos prestados, uma instituição anfitriã pode ser um centro social, uma paróquia, uma junta de freguesia, uma associação cívica, ou uma associação de jovens.

No entanto, será necessário que reúna condições: garantir alojamento, alimentação e vestuário, bem como apoiar o acesso à saúde, à procura de emprego e à educação das crianças, assegurando-lhes a aprendizagem de Português.

Após a adesão, a PAR providencia um período de formação das instituições anfitriãs, com sessões presenciais e à distância, via internet. Para além disso, durante os dois anos de duração do programa de acolhimento, vão ter acesso a um secretariado técnico nacional, para ajudar a ultrapassar dificuldades que possam surgir.

“Ninguém fica sozinho nesta tarefa do acolhimento e da integração e terão sempre o apoio do secretariado técnico nacional”, garantiu Rui Marques.