Os guardas prisionais terminam  este domingo uma greve de três dias, mas o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) tem marcado uma nova paralisação para 23, 24 e 25 de abril.

A greve, que começou na quinta-feira e terminou às 09:00, insere-se na contestação que o SNCGP está a realizar desde o início do mês de março para exigir a aplicação do estatuto profissional, que entrou em vigor há mais de um ano, e falta de resposta do Ministério da Justiça (MJ) às reivindicações.

O presidente do SNCGP, Jorge Alves, disse à agência Lusa que a adesão à greve nos estabelecimentos prisionais tem rondado os 90 por cento.

A greve tem afetado sobretudo as visitas aos reclusos, transporte não urgente dos presos para os tribunais e consultas, além da redução do tempo de recreio, afirmou Jorge Alves.

O sindicalista adiantou que os guardas prisionais exigem a regulamentação do horário de trabalho, progressões nas carreiras, aprovação dos novos níveis remuneratórios e pagamento do subsídio de turno para quem faz noites.

De acordo com o presidente do SNCGP, estes pontos estão previstos no estatuto profissional que entrou em vigor há mais de ano, mas ainda não foi posto em prática, e no orçamento para 2015 da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

No âmbito da contestação, o SNCGP, sindicato mais representativo do setor, realizou quatro períodos de greve e quatro vigílias junto aos ministério da Justiça e das Finanças, Direção-Geral e Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) e casa civil do presidente da República.

O sindicato tem já agendado um novo período de greve para 23, 24 e 25 de abril e admite novas paralisações.

O presidente do SNCGP disse ainda que os guardas prisionais vão continuar com os protestos até que o Ministério da Justiça responda às reivindicações.

Dados oficiais indicam que existem mais de 14.000 reclusos nas prisões portuguesas, que têm uma taxa de sobrelotação de cerca de 2.000 lugares.