A PSP recuperou, esta segunda-feira de madrugada, três armas glock que tinham desaparecido da Direção Nacional, apurou a TVI24. A apreensão foi feita durante uma megaoperação onde foram apreendidos cerca de 700 quilos de droga.

Na mesma operação, realizada durante a madrugada desta segunda-feira, em Lisboa, foram ainda apreendidas outras armas de guerra, entre as quais metralhadoras. 

Em fevereiro de 2017, dois agentes foram suspensos e foi instaurado um inquérito ao armazenamento de armas da direção nacional após terem sido extraviadas 57 armas de nove milímetros. Outras três armas furtadas já tinham sido detetadas, no ano passado, pelas autoridades espanholas em Ceuta.

O extravio destas 57 armas foi detetado na sequência da apreensão de uma arma de fogo da polícia durante uma operação policial que decorreu no Porto, em janeiro de 2017.

Do depósito das armas da direção nacional da PSP, onde estão armazenadas algumas armas que não estão distribuídas aos polícias ou aquelas que pertencem a efetivo policial que não necessita de andar armado, foram também extraviadas, juntamente com as 57 Glock, os respetivos estojos, carregamentos e os kits de limpeza.

Na altura foram suspensos os dois agentes responsáveis pela listagem das armas, aberto um inquérito e uma comunicação ao Ministério Público para efeitos de investigação criminal.

O inquérito interno da PSP, instaurado por ordem da então ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, apontou para “falhas na área da supervisão e controlo”, tendo sido abertos processos disciplinares aos elementos da “cadeia hierárquica” do Departamento de Apoio Geral da direção nacional.

Na altura, o Ministério da Administração Interna determinou também a realização de “um inventário rigoroso” de todas as armas e munições existentes na PSP, GNR e SEF.