Confronto entre feirantes, vidros partidos, bilheteiras viradas, vedação rebentada e um petardo lançado para dentro do recinto são resultado de um protesto que decorreu esta quarta-feira em Aveiro, contra o aumento das taxas da Feira de Março, constatou a Lusa no local.

Aos proprietários dos carrosséis juntaram os do setor da restauração, que bloquearam a montagem dos equipamentos na Feira de Março, impedindo os que não estiverem solidários de entrar no recinto.

A tensão entre feirantes, com alguns confrontos entre os que queriam montar e os que se opunham tornou a situação difícil de controlar pela PSP, tenho sido rebentada a vedação do Parque de Feiras e viradas as cabines de bilheteiras.

O protesto divergiu para a o bloco central da AveiroExpo, onde a PSP foi obrigada a usar da força para proteger a integridade do administrador, de que resultaram escoriações em alguns dos presentes.

Na zona descoberta, onde ainda apenas um carrossel estava a ser montado, voltou a haver confusão, com a agressão a um comerciante que insistiu em montar o seu estabelecimento de restauração.

Interveio novamente a PSP, desta feita impedindo os manifestantes de avançarem para a zona onde decorria a montagem, pelo que estes se dirigiram novamente para a entrada do bloco central, onde já havia sido partido o vidro de uma das portas e foi lançado um petardo junto à entrada, mas não voltou a ser forçada a entrada, já que a polícia entretanto colocou ali alguns efetivos.

Entretanto a Câmara de Aveiro e Associação dos Proprietários de Equipamentos de Diversão (APED) estiveram reunidos nos paços do concelho para discutir o aumento das taxas da Feira de Março, mas o encontro terminou sem acordo.

A reunião, que findou pouco antes da 16:30, com a porta dos Paços do Concelho simbolicamente fechada a cadeado pelos donos dos carrosséis, decorreu enquanto cerca de 150 proprietários dos equipamentos de restauração se manifestavam frente aos paços do concelho.

No encontro, o presidente da APED afirmou que o presidente da autarquia, Ribau Esteves, não acedeu a alterar os preços praticados. Neste contexto, Luís Paulo Fernandes reiterou que não se irá realizar a Feira de Março - embora a autarquia garanta que o evento arranca dia 25 «com um ou com 10 carrosséis» - tendo sido colocada uma corrente no lado exterior da porta dos paços do concelho, onde se encontram agora fechados o presidente e os elementos da vereação.

Sobre o descontentamento com a alteração das taxas praticadas pela ocupação dos espaços no recinto, Ribau Esteves rebate os argumentos do presidente da APED, Luís Paulo Fernandes, que afirmou haver aumentos na ordem dos 23%.

«Nenhum dos valores de aluguer de espaços é superior aos valores praticados em 2013. Apenas aconteceu que em 2014, como a feira correu o risco de não se realizar, houve de facto uma redução em alguns preços, mas em 2015 não há nenhum preço superior 2013», disse o autarca.