A Secretaria Regional de Educação (SER) da Madeira sublinhou hoje que as médias da maioria das escolas básicas e secundárias da Região são positivas no ‘ranking' dos estabelecimentos de ensino.

Considerando os resultados esperados, os quais ponderam os contextos e o número de provas realizadas, as médias da maioria das escolas básicas e secundárias da Região são positivas, facto que se releva. Assim, no ensino secundário, em 15 escolas, nove apresentam média positiva; no ensino básico, em 31 escolas, 22 apresentam média positiva", frisa a SER em comunicado.

Aquele gabinete do Governo Regional da Madeira realça que mantém "a posição sobre este tipo de iniciativa, a qual assenta na necessidade de dimensionar os resultados tornados públicos em função dos contextos em que as escolas se inserem e do respetivo histórico nesta matéria".

Importa igualmente, antes de mais considerações, relevar o facto de estes resultados traduzirem a prestação média em prova final ou exame nacional, os quais não podem ser confundidos com as taxas de aprovação final dos alunos, uma vez que as mesmas dependem da média entre os resultados dos exames e as classificações internas finais", acrescenta.

A melhor escola secundária da Região, no ranking, é a Escola Secundária Jaime Moniz, na posição 259.

Por sua vez, o secretário regional da Educação dos Açores considerou que a região tem motivo para “júbilo” face aos resultados do ‘ranking’ das escolas, mas aconselhou “muita prudência” na análise dos dados, por achar o modelo “incompleto e simplista”.

Em matéria de Açores temos, este ano, motivação para júbilo, porque duas escolas da região estão entre aquelas que mais subiram em todo o país”, afirmou à agência Lusa Avelino Meneses, numa reação ao ‘ranking’ das escolas portuguesas que fizeram exames do 9.º ano.

De acordo com o ‘ranking’, a Escola Básica e Secundária das Flores, nos Açores, com cerca de 530 alunos, destacou-se ao passar da posição 1.219 em 2015 para o 258.º lugar, subindo 961 lugares em apenas um ano.

Já a Escola Básica e Secundária da Calheta, na ilha de São Jorge, com 346 alunos, obteve a 6.ª melhor subida – 751 posições -, passando de 1.135.º para o 384.º lugar.

Para o secretário regional da Educação e Cultura o “dono deste sucesso é a comunidade escolar, os alunos que estudaram, os professores que ensinaram e as famílias que acompanharam”.

Apesar da satisfação, o governante açoriano aconselhou “muita prudência” na análise dos resultados, alegando que “são múltiplos, estão em processamento e os ‘rankings’ são um modelo incompleto, simplista e grosseiro”, porque se baseiam apenas nos exames.

Os ‘rankings’ tratam por igual aquilo que é diferente, fazem a comparação daquilo que é incomparável, por isso, as escolas privadas ficam necessariamente à frente, porque fazem a seleção dos seus alunos, têm corpos estudantis homogéneos, exercem um ensino mais fácil e mais uniforme”, referiu Avelino Meneses, destacando que o ensino público “cumpre a nobre missão de acolher todos, tem corpos estudantis mais heterogéneos, o ensino é mais difícil e baseado na experimentação de novas estratégias”.

Para Avelino Meneses, os resultados não são ainda melhores no arquipélago, porque os Açores “partiram do patamar mais baixo quando se deu início à democratização do país” e, “ainda hoje, são muitas as famílias nos Açores que, por falta de conveniente alfabetização, não conseguem acompanhar os seus filhos, não possuem, porque não podem possuir, a convicção de que a educação é uma prioridade”.