A Guarda Nacional Republicana (GNR) não tinha às 09:00 desta segunda-feira registo de estradas cortadas na sequência dos incêndios que afetaram na segunda-feira vários distritos do continente, adiantou à Lusa uma fonte daquela força de segurança.

Dezenas de estradas estiveram cortadas desde domingo na sequência dos fogos registados em vários concelhos dos distritos do Norte e Centro.

Às 07:00, duas estradas, uma nacional e uma municipal, ainda continuavam cortadas ao trânsito nos distritos de Braga e de Aveiro, de acordo com a Guarda Nacional Republicana (GNR).

A circulação ferroviária na Linha da Beira Alta foi retomada esta terça-feira, segundo a Infraestruturas de Portugal (IP).

De acordo com uma fonte do IP, a circulação, que tinha sido suspensa ao final do dia de domingo, foi retomada às 05:30 no troço entre Mortágua (distrito de Viseu) e Gouveia (distrito da Guarda).

A Linha da Beira Alta esteve com problemas na circulação durante todo o dia de segunda-feira, devido aos incêndios.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) não destacava esta terça-feira, pelas 07:00, qualquer incêndio em evolução na página na Internet, depois de, no domingo, centenas de fogos terem deflagrado e causado pelo menos 36 mortos.

O portal da ANPC não listava, pela mesma hora, qualquer ocorrência importante e na lista total de incêndios, que inclui os fogos de menor dimensão, apenas são destacados incêndios dominados (6) ou em conclusão (50).

No terreno estão ainda, em todo o país, cerca de 3.000 operacionais, apoiados por cerca de 900 viaturas.

A chegada da chuva a algumas zonas do país terá ajudado no combate aos fogos que, ao início desta madrugada, ardiam no Norte e no Centro do país.

Na segunda-feira, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) anunciou que vai manter o alerta vermelho devido aos incêndios em todos os distritos até às 20:00 desta terça-feira.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 36 mortos, sete desaparecidos e 62 feridos, dos quais 15 graves, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou 64 mortos e mais de 250 feridos.