A GNR vai intensificar a partir de quarta-feira a fiscalização aos condutores de motociclos nas vias de maior intensidade de tráfego, numa operação que pretende inverter a tendência de aumento da sinistralidade rodoviária, indicou esta terça-feira a corporação.

Em comunicado, a Guarda Nacional Republicana indica que dos 77.303 acidentes de viação registados no ano passado, 5.815 envolveram veículos motorizados de duas rodas, que provocaram 104 mortos (mais 35 do que em 2016) e 431 feridos graves (mais 100), com principal incidência aos sábados e domingos.

A “operação Moto”, que vai decorrer até 22 de abril, tem como objetivo prevenir comportamentos de risco durante a condução de motociclos e ciclomotores.

Durante a operação, os militares da GNR vão estar “especialmente atentos” ao excesso de velocidade, não utilização de equipamentos de proteção, manobras perigosas, estado dos pneus e sistemas de iluminação e matrícula, além da condução sem habilitação legal e condução sob o efeito do álcool e de substâncias psicotrópicas.

A GNR vai ainda realizar ações de sensibilização junto dos condutores de motos para os aconselhar ao uso do capacete, vestuário de proteção resistente e material retrorrefletor, obrigação de circular sempre com os médios acesos, não circular entre filas de veículos e adequar a velocidade ao estado do piso e garantir as distâncias de segurança.