À porta de casa de José Sócrates, a partir desta sexta-feira em liberdade, o advogado João Araújo recusou falar em vitória, mas sim em "derrota" para o Estado de Direito todo o processo contra o ex-primeiro-ministro.  Público. 

"Formalmente, o que se está a passar é que os senhores, o Ministério Público, insiste em esconder que levou uma trepa, que levou uma trepa. E que não pôde constinuar com os expedientes dilatórios com que se estava a entreter. É uma vigarice, é uma vigarice. É uma tentativa de enganar as pessoas quando já não podem enganar mais ninguém"


João Araújo defendeu que a versão que está a ser veiculada pela Procuradoria-Geral da República, nos seus comunicados, "é falsa". "A senhora Procuradora-geral, bem como o senhor procurador-geral-adjunto insistem que foram eles que libertaram o senhor engenheiro José Sócrates", disse aos jornalistas.

Depois, vincou que o ex-primeiro-ministro está em liberdade graças à "decisão imposta" pela Relação do Tribunal de Lisboa. "O que vem dito é mentira", reforçou. 

Para o advogado, "todo este processo é uma derrota, é uma derrota para o país, é uma derrota para a Democracia, é uma derrota para o Estado de Direito". "Não há vitórias aqui".

Araújo deu ainda conta que segunda-feira irá receber cópia do processo e, a partir daí, a defesa vai tentar analisá-la desde o princípio. "Ao fim destes meses todos, vamos veri... vamos confirmar o que sabemos, que José Sócrates está preso ilegalmente desde o dia 21 de novembro de 2014".