Portugal vai ter um “centro de excelência nacional” para a formação e treino em “cibersegurança e ciberdefesa”, no âmbito de um projeto da NATO liderado por Portugal. Cerca de 40 organizações e empresas formalizaram com o Ministério da Defesa o arranque deste projeto.

O primeiro polo da designada “Cyber Academy and Inovation Hub” vai ser instalado na Academia Militar, na Amadora. O seu funcionamento deve alargar-se a outras instituições académicas que integram o projeto, segundo a tutela.

Na cerimónia de assinatura do protocolo entre o Ministério da Defesa e 38 organizações, universidades e empresas, o ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, apontou o conhecimento em `ciberdefesa´ e `cibersegurança´ como “prioridade estratégica ampla” para o Governo.

Segundo o ministro, há outro objetivo para além de apoiar as necessidades de formação e treino a nível nacional - nas Forças Armadas, na administração pública, nas forças e serviços de segurança.

A meta a alcançar é que esse centro se constitua como um nó de uma rede cooperativa internacional em que Portugal desempenha um papel central, em conjugação com “os esforços em curso no âmbito nacional com a NATO e a União Europeia”.

O novo centro, aliado à transferência para Portugal da academia de sistemas de informação e comunicação da NATO permitirá que Portugal se afirme “como um centro de excelência nacional” nos domínios da `cibersegurança e ciberdefesa´, disse Azeredo Lopes.

A Academia Militar, a Thales Portugal, a Empordef Tecnologias de Informação, a Palo Alto Networks, a Universidade Católica, a MEO, a Deloitte, o Instituto Universitário Militar, a Critical Software e a PSP são algumas das entidades que participam no projeto.