O Presidente da República defende que não pode ser feita uma generalização de casos como o da Raríssimas, já que a grande maioria das instituições “trabalha de forma séria e dedicada”.

Marcelo Rebelo de Sousa reuniu-se esta sexta-feira à tarde, no Porto, com o presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel Lemos, e com o presidente-adjunto da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), João Dias, a pedido destes, adianta nota divulgada no site da Presidência.

Destacando a "importância da celeridade na investigação dos casos de denúncias de irregularidades", o chefe de Estado manifestou ao mesmo tempo "a sua confiança no trabalho das instituições que todos os dias dão apoio a milhares de portugueses, de todas as idades, em todo o País, muitos em risco de exclusão social”.

Sem nunca referir explicitamente a polémica da Raríssimas, espoletada pela reportagem da TVI, Marcelo Rebelo de Sousa fez uma chamada de atenção, em tom de apelo. 

[Defende a] ideia de não poder ser feita uma generalização destes casos, pois está convicto que a grande maioria delas trabalha de forma séria e dedicada, merecendo a confiança dos Portugueses no voluntariado e no trabalho dessas instituições sociais”.

O Presidente destacou, igualmente, "a necessidade de complementaridade entre o Estado e o Setor Social e Solidário, sendo certo que cabe àquele assegurar um acompanhamento rigoroso e próximo do funcionamento destas instituições, quer na qualidade dos serviços prestados, quer no bom e rigoroso uso dos fundos públicos postos à sua disposição”.

Manuel Lemos e João Dias, enquanto “representantes da maioria das instituições que atuam no setor social e solidário”, reafirmaram, de acordo com a mesma nota, “o seu empenhamento em trabalhar com rigor, devoção e transparência em favor dos utentes dos diversos equipamentos”, tendo manifestado “a sua preocupação com as consequências de situações de má gestão no setor, solicitando uma eficaz fiscalização pelo Estado”.

O ministro Vieira da Silva vai ser ouvido no Parlamento na segunda-feira. 

Os trabalhadores da Raríssimas querem a "suspensão imediata" de Paula Brito da Costa, que se demitiu do cargo de presidente, mas continua como diretora-geral e a trabalhar à distância.