O narcotraficante galego Luciano Nuñez García, conhecido por “Nano”, foi apanhado no aeroporto Francisco Sá Carneiro a 30 de novembro e foi entregue ontem, quinta-feira, por Portugal às autoridades espanholas.

O alegado cabecilha de uma organização que traficava drogas foi detido pela polícia portuguesa e entregue no posto fronteiriço de Caia/Elvas na quinta-feira.

Depois de ouvido hoje na Audiência Nacional, um tribunal especial que julga casos como o tráfico de estupefacientes, para prestar as primeiras declarações como suspeito de delito contra a saúde pública, acabou preso preventivamente, sem possibilidade de fiança.

O juiz seguiu o pedido do procurador e enviou Luciano Nuñez García para a prisão, sem fiança, considerando haver risco de fuga porque continua a “tentar fugir à Justiça” e devido à “gravidade do delito de que é acusado”.

O magistrado considera-o “líder de uma organização criminosa que realizava atividades de narcotráfico, que dispunha da droga e que adotava as decisões para entregas da mesma”.

Nuñez García já tinha sido condenado a 10 anos de prisão depois de ter sido considerado o cérebro de um grupo de narcotraficantes envolvidos no transporte de 3.000 quilogramas de cocaína confiscados no veleiro “Non stop”, intercetado em junho de 2005 nas proximidades do arquipélago dos Açores por um barco da marinha espanhola.