Os professores vão estar em greve entre 13 e 16 de março, confirmaram hoje organizações sindicais do setor em conferência de imprensa junto ao Ministerio da Educação, em Lisboa.

O protesto decorrerá faseadamente, por regiões e é convocado por 10 estruturas sindicais, incluindo a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE).

A paralisação vai decorrer no dia 13 na região de Lisboa e na Madeira, a 14 no Sul, a 15 no centro do país, e a 16 no Porto e nos Açores.

A portaria que está a ser negociada entre o Ministério da Educação (ME) e sindicatos relativa ao reposicionamento dos docentes que vincularam entre 2011 e 2017 deve envolver sete mil professores.

O pré-aviso será entregue depois de uma reunião a realizar em 28 de fevereiro com a tutela, anunciou o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, em nome das estruturas sindicais.

"O problema não são reuniões, temos tido reuniões, o que falta é a luta dos professores para pressionar o ministério" a resolver as questões que têm estado em cima da mesa, disse o dirigente sindical.

Os professores assumem esta forma de luta em protesto pela falta de avanços em questões como o reposicionamento na carreira, a recuperação do tempo de serviço, os horários de trabalho e um regime específico de aposentação.

Hoje entregaram no Ministério da Educação um parecer jurídico a sustentar a posição que defendem para o reposicionamento na carreira.

Depois de um compromisso assumido com o Ministério da Educação no ano passado, os sindicatos afirmam que as questões relacionadas com a redefinição dos horários (componente letiva e não letiva) e a criação de um regime especial de aposentação estão "a zeros".

A posição das organizações foi transmitida depois uma nova ronda negocial inconclusiva com o Ministério da Educação.