atentados terroristas

José Cesário disse que o cidadão português "residia em França há vários anos" e "tinha um trabalho ligado ao transporte de pessoas" em Paris.

O motorista português morreu na sequência de "um transporte para o Estádio de França", contou ainda o responsável.

A TVI24 apurou que o emigrante português era natural de Mértola e vivia em França desde os 18 anos. Era casado e tinha dois filhos, mas tanto a mulher como os filhos encontravam-se em Portugal a tratar do casamento da filha mais velha. A família embarcou neste sábado para Paris.

Seis ataques terroristas em Paris fizeram, na noite de sexta-feira, pelo menos 129 mortos, de entre os quais os dois portugueses, e 352 feridos, 99 em estado grave.

Oito terroristas, sete deles suicidas, que usaram cintos com explosivos para levar a cabo os atentados, morreram, segundo fontes policiais francesas.

Os ataques ocorreram em pelo menos seis locais diferentes da cidade, entre eles uma sala de espetáculos e o Stade de France, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controlo de fronteiras na sequência daquilo que o Presidente François Hollande classificou como “ataques terroristas sem precedentes no país”.

O Estado Islâmico já reclamou a autoria dos atentados, enquanto o presidente francês, François Hollande, considerou estes ataques um " ato de guerra".

 

Autarca de Mértola lamenta morte de "filho da terra"

O presidente da Câmara de Mértola, Jorge Rosa, concelho de onde era natural um dos dois portugueses mortos nos atentados em Paris, considerou hoje como um “momento muito triste” a perda deste “filho da terra”.

“Tive conhecimento dos atentados pela comunicação social e, depois, fiquei a saber que um dos portugueses que morreu era natural de Corte do Pinto (Mértola)”.

“Para nós, é um momento muito triste, é uma hora triste e não quero deixar de expressar os meus sentimentos a toda a família e amigos, assim como às restantes famílias que tiveram vítimas nestes atentados”.

Lembrando que Mértola é um concelho alentejano, no distrito de Beja, que “muito contribuiu para a emigração, desde há 40, 50 ou 60 anos”, o presidente da câmara insistiu que “é, sem dúvida alguma, um momento triste” perder “um filho da terra”.

“Perder assim uma pessoa originária da terra, que teve necessidade de sair do país para governar a sua vida”, tendo emigrado “há 40 anos” para França, é triste, sublinhou.