O segundo dia de greve dos funcionários não policiais do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) teve uma adesão elevada nesta sexta-feira, com mais de 90% dos Postos de Atendimento encerrados ou abertos para serviço simbólico, segundo o sindicato.

É o caso de Braga (encerrado), Vila Real, Porto, Coimbra, Lisboa (Av. António Augusto de Aguiar - só um funcionário), Odivelas, Cascais, Setúbal e Algarve, entre outros, refere um comunicado com os dados da greve emitido pelo SINSEF (Sindicato dos Funcionários dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras).

Segundo a mesma nota, a adesão dos trabalhadores à greve é praticamente de 100% e nos poucos casos em que os Postos de Atendimento estão a realizar serviços mínimos (entrega de Cartões de Residência já prontos), aqueles são assegurados por elementos recrutados (mediadores culturais) e não por funcionários do SEF.

"Esta situação criou situações anómalas e eventualmente preocupantes, em termos de segurança, com a ocorrida na chamada Loja do Passaporte de Lisboa, onde o serviço e consequente acesso às bases de dados foi assegurado por uma estagiária sem qualquer supervisão", revela o sindicato dos trabalhadores em protesto.

Relativamente aos funcionários em trabalho de retaguarda (instrução processual, análise, emissão de pareceres), a adesão rondou os 83%, tendo nalgumas Delegações a adesão atingido os 100%.

Os funcionários não policiais do SEF reivindicam um estatuto de carreira especial, tal como acontdceu com os inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).