O furto de metais não preciosos, como é o caso do cobre, diminuiu 42,3 por cento no primeiro semestre do ano face ao mesmo período de 2013, tendo a GNR registado 3.813 crimes nos primeiros seis meses do ano.

Os dados da GNR foram divulgados à agência Lusa por ocasião do congresso internacional sobre o combate ao furto de metais não preciosos, que a corporação, em colaboração com a Associação para a Promoção da Segurança de Ativos Técnicos (PSAT), organiza esta terça e quarta-feira, em Lisboa.

De acordo com a Guarda Nacional Republicana, no primeiro semestre do ano foram registados 3.813 crimes classificados como furto de metais não preciosos, representando menos 2.798 crimes em relação ao primeiro semestre de 2013, quando se verificaram 6.611.

A diminuição de 42,3 por cento no primeiro semestre do ano segue a tendência de descida registada desde o primeiro semestre de 2013, segundo estes dados.

Nos primeiros seis meses do ano, a GNR identificou 337 pessoas suspeitas da prática de furto de metais não preciosos, tendo detido 123 pela prática do mesmo crime, enquanto, no primeiro semestre de 2013, tinham sido detidos 305.

Os distritos onde a GNR registou o maior número de furtos de metais não preciosos, no primeiro semestre do ano, foram Santarém (595), Setúbal (465), Aveiro (445) e Porto (347).

Em 2013, foram os distritos do Porto (1.1012) e de Santarém (811) os que tiveram mais furtos, indicam os dados avançados à Lusa.

Segundo a GNR, o cobre continua a ser o metal não precioso mais furtado, tendo-se registado, nos primeiros seis meses do ano, 2.959 furtos de cobre, seguindo-se o ferro (668) e o alumínio (343).

Já em 2012 e 2013, o metal não precioso que registou mais furtos foi o cobre.

Na sequência das operações de fiscalização realizadas no primeiro semestre aos operadores de gestão de resíduos, a GNR encerrou 11 instalações devido à existência de fortes indícios da prática de crime de furto ou de recetação de metais não preciosos e por falta de licenciamento.

No âmbito do projeto europeu «Pol-PRIMETT II», apoiado pela Comissão Europeia e que congrega forças de segurança e instituições de oito estados-membros, a GNR promove, hoje e quarta-feira, um evento internacional sobre o combate ao furto de metais não preciosos, num contexto nacional e europeu.

No congresso participam especialistas europeus de forças de segurança, procuradores do Ministério Público, empresas europeias das áreas das telecomunicações, distribuição de energia e de transportes, indústrias de reciclagem de metal, agricultores e outros agentes económicos e setores da administração com interesse no combate ao furto de metais não preciosos e na suavização das suas consequências na economia.

Durante esta terça-feira realiza-se um seminário com peritos, em que um dos temas passa pela “recolha e análise de dados para criar um mapa com a sinalização dos locais de roubo de metal em toda a Europa”, e, na quarta-feira, a conferência deverá contar com a presença do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo.