O Ministério Público realizou na quarta-feira buscas a sociedades do grupo PT, residências de antigos gestores da empresa e a um escritório de advogados no âmbito da Operação Marquês, indicou esta quinta-feira a PGR.

Em nota à comunicação social, a Procuradoria-Geral da República explica que “no âmbito da designada ‘Operação Marquês’ realizaram-se, ontem [quarta-feira], buscas domiciliárias e não domiciliárias em vários pontos do país, designadamente em instalações de diversas sociedades do grupo PT, em residências de antigos gestores da empresa e num escritório de advogados.

Em causa, adianta a nota, “estão eventuais ligações entre circuitos financeiros investigados neste inquérito e os grupos PT e Espírito Santo”, estando em investigação factos “suscetíveis de integrarem os crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais”.

A Operação Marquês já conta com mais de uma dezena de arguidos, entre os quais o ex-primeiro-ministro José Sócrates que está indiciado pelos crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva para ato ilícito.

Entre os arguidos no processo da Operação Marquês estão ainda a ex-mulher de Sócrates Sofia Fava, o ex-administrador da CGD e antigo ministro socialista Armando Vara e a filha Bárbara Vara, Carlos Santos Silva, empresário e amigo do ex-primeiro-ministro, Joaquim Barroca, empresário do grupo Lena, João Perna, antigo motorista do ex-líder do PS, Paulo Lalanda de Castro, do grupo Octapharma, Inês do Rosário, mulher de Carlos Santos Silva, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e os empresários Diogo Gaspar Ferreira e Rui Mão de Ferro.

O Ministério Público enviou uma carta rogatória para Angola para constituir arguido o empresário luso-angolano Helder Bataglia.