Dois adultos e duas crianças ficaram feridas com gravidade após uma explosão de gás seguida de incêndio numa habitação no concelho de Braga, esta terça-feira. As vítimas foram transportadas para o Hospital de Braga, apurou a TVI24 junto do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Braga. 

As quatro vítimas são  um homem de 43 anos, a mulher, de 38, e os filhos, um rapaz de 16 anos, e um menino de oito anos. Todos foram transferidos para o Hospital de S. João, no Porto, encontrando-se, segundo fonte hospitalar, com «prognóstico reservado».

O casal sofreu queimaduras em 80 por cento do corpo, segundo informação atualizada do hospital daquela cidade, enquanto os rapazes ficaram com 60 por cento do corpo queimado.  Todos sofreram queimaduras de segundo e terceiro graus.

«Inicialmente, estava prevista a transferência do menino de oito anos para o Hospital D. Estefânia, em Lisboa, tendo mesmo sido requisitado um helicóptero, mas entretanto conseguiu-se vaga também no S. João, ficando assim toda a família no mesmo hospital», informou fonte do hospital.


A explosão ocorreu numa habitação da freguesia de Espinho quando, segundo a irmã do proprietário, a mulher se preparava para fazer o pequeno-almoço e acendeu o fogão . O alerta foi dado às 07:36.

« A casa ficou toda destruída», contou à TVI fonte dos Bombeiros Sapadores de Braga.

«Arderam sofás, telemóveis, os óculos do menino», relatou Maria do Carmo, a irmã do proprietário.

Vidros e portas partidos são outros dos estragos.

Segundo João Arantes Silva, vizinho da vítima, foram ouvidos dois «estouros», o primeiro dos quais terá acontecido no fogão e o segundo no esquentador.

«O pai, que pelos vistos estava a ligar o fogão, foi o que ficou pior. O filho mais novo [de 8 anos] veio para a rua, queimado, aos gritos, pedir socorro.»


Ao local foram chamados os Bombeiros Sapadores e os Bombeiros Voluntários de Braga e ainda uma ambulância das Taipas.

A Proteção Civil e a polícia estão a investigar as causas da explosão.

Os pais são funcionários da Confraria do Sameiro, tratando, nomeadamente, dos jardins daquele santuário.