O presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, anunciou, esta quinta-feira, que os prejuízos causados em oito explorações agrícolas pelo tornado que na madrugada de domingo foi registado em Lavra estão estimados entre 60 mil e 100 mil euros.

Segundo Guilherme Pinto, que falava à Lusa na sequência da visita que esta manhã realizou a Angeiras, em Lavra, com o diretor regional da Agricultura do Norte, Manuel Cardoso, “há a expectativa de que seja possível apoiar com alguns fundos os produtores afetados”.

“Acredito que sim, que vai ser possível”, disse Guilherme Pinto, sublinhando, contudo, que o levantamento dos estragos da Direção Regional de Agricultura não está concluído.

Além das oito explorações agrícolas afetadas (vacarias), o tornado provocou estragos em cerca de duas dezenas de casas, designadamente destelhamentos, danos nas janelas, persianas e, também, em viaturas.

O autarca de Matosinhos reafirmou que o seguro de habitação de cada um dos afetados deverá ser acionado, mas que há “um conjunto de casas construídas numa espécie de cooperativa, de pessoas de um extrato social mais desfavorecido”, que poderá não estar coberto.

“Estou a tentar ver como resolver a situação”, sublinhou, segundo a Lusa.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) considerou na terça-feira que o episódio de “vento muito forte traduzido por alguma destruição de vivendas” em Lavra, Matosinhos, foi um tornado.

“A natureza dos danos revela consistência com estragos tipicamente produzidos por um tornado”, escreve o IPMA, na sua página da Internet.

No domingo, António Lima, adjunto dos Bombeiros Voluntários de Matosinhos-Leça, afirmou que, apesar dos danos, todas as casas afetadas pelo vento forte ficaram habitáveis.

Ainda na mesma zona da freguesia de Lavra, os bombeiros foram chamados a retirar duas pessoas acamadas da sua habitação para casas de vizinhos, devido a inundação. Esta casa, onde moravam mais duas pessoas, ficou temporariamente inabitável.