A base das Lajes “está preparada” para as operações que a Organização do Tratado Atlântico Norte (NATO) quiser efetuar, independentemente da redução do contingente norte-americano em curso, assegurou esta sexta-feira o novo comandante do equipamento militar, situado nos Açores.

Segundo o coronel Richard Sheffe, que hoje apresentou cumprimentos à presidente da Assembleia Legislativa dos Açores, Maria Luís, na cidade da Horta, a redução da presença militar americana na Lajes não põe em causa o papel da infraestrutura.

"O nosso objetivo é mostrar que a base está pronta para qualquer operação de contingência, para gerir o tráfego aéreo regular que atravessa o Atlântico e apoiar a Força Aérea Portuguesa na sua missão de busca e salvamento"


A base das Lajes, na Praia da Vitória, ilha Terceira, está a sofrer um processo de reestruturação que levou as autoridades norte-americanas a dispensar cerca de metade dos trabalhadores portugueses, grande parte dos quais saiu por mútuo-acordo.

"Estamos a meio deste processo", começou por dizer. Em relação aos funcionários "que quiseram sair voluntariamente, já os libertámos da forma como pretendiam". "Esperamos estar dentro dos prazos previstos e esperamos completar este processo em março de 2016", explicou Richard Sheffe.

O novo responsável norte-americano na base das Lajes Assegurou que tudo fará para que a redução laboral seja "o menos dolorosa possível" e que Portugal e os Estados Unidos saiam deste processo "tão fortes que eram no passado".

O coronel admitiu, no entanto, que ainda existem algumas divergências entre os dois países relativamente ao processo de descontaminação dos terrenos utilizados pelos norte-americanos na ilha Terceira e sobre a forma de resolver os problemas ambientais provocados.

"Fazemos questão de que todos os problemas, discrepâncias e diferenças de opinião em relação ao ambiente sejam resolvidas de forma apropriada", adiantou.

Antes do início do processo de redução do contingente laboral, existiam 790 trabalhadores portugueses a desempenhar funções naquela estrutura.

Na última reunião da comissão bilateral permanente (com representantes de Portugal e dos Estado Unidos) os norte-americanos comprometeram-se a ficar com 405 trabalhadores, embora 420 já tenham manifestado interesse em sair.