O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciaram esta quinta-feira que vão manter a greve nacional, marcada para sexta-feira e dia 21, respondendo negativamente ao apelo do governo para reconsiderar as datas do protesto, tendo em conta o «cenário extraordinário» do surto de ‘legionella’.

A decisão foi anunciada em conferência de imprensa, no final de uma reunião dos dirigentes do SEP que se realizou para avaliar o apelo do Ministério da Saúde.

No final de uma reunião dos dirigentes do SEP para avaliar o apelo do Ministério da Saúde tendo em conta o «cenário extraordinário» do surto de legionella, o dirigente sindical José Carlos Martins disse que esta não é uma questão suficiente para desconvocar o protesto.

«Um surto de legionella não justifica a desconvocação da greve nacional», disse José Carlos Martins aos jornalistas.

José Carlos Martins assegurou que, havendo necessidade, designadamente ao nível de Lisboa, poderão existir alguns ajustes.

Segundo José Carlos Martins, «a Direção-Geral da Saúde e o Ministério da Saúde sabem que, mesmo em greve, os enfermeiros prestarão os cuidados necessários».

O Ministério da Saúde pediu ao SEP para reconsiderar as datas da greve nacional, tendo em conta o «cenário extraordinário» do surto de ‘legionella’.

Sindicato solicita reunião urgente com tutela

O SEP solicitou ao Ministério da Saúde a realização de uma reunião conjunta «ainda hoje», tendo em conta a carta enviada quarta-feira pelo Ministério da Saúde a solicitar a reprogramação da greve.

Numa missiva dirigida ao ministro da Saúde, e disponível no site do SEP, pode ler-se a solicitação do sindicato de uma «reunião conjunta», a realizar «face ao atual contexto», motivada pelo pedido do Ministério da Saúde para reconsiderar as datas da greve nacional devido ao surto de legionella,