Uma imagem de Nossa Senhora de Fátima vai viajar para a Síria, na sequência de um pedido nesse sentido do arcebispo maronita de Alepo ao santuário de Fátima.

Fonte do Santuário de Fátima disse aos jornalistas que o envio da imagem foi solicitado na semana passada, em Roma, ao reitor da instituição, Carlos Cabecinhas, por Joseph Tobji, arcebispo maronita de Alepo.

A mesma fonte indicou que a imagem de Nossa Senhora de Fátima seguirá para a Síria por canal diplomático.

A imagem foi benzida pelo bispo de Leiria-Fátima, António Marto, na celebração da peregrinação internacional aniversária que hoje terminou na Cova de Iria, a última grande peregrinação antes da visita do papa Francisco, agendada para maio de 2017.

António Marto agradeceu a presença ao secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, chefe da diplomacia da Santa Sé, a quem deixou uma mensagem para ser transmitida ao papa Francisco: "Diga-lhe que o queremos acolher aqui [em maio de 2017] de braços abertos, que queremos acender aqui com ele as velas da nossa fé, rezar com ele, cantar com ele, queira transmitir-lhe esses nossos sentimentos e os aplausos de todos os peregrinos", afirmou, ovacionado por milhares de pessoas.

Em agosto de 2015, o Santuário de Fátima chegou a anunciar a visita a Damasco, capital da Síria, de uma das imagens da virgem peregrina - diferente desta - na sequência de uma solicitação nesse sentido, do patriarca católico no Médio Oriente. A viagem, prevista para setembro do mesmo ano, foi depois adiada por questões de segurança, na sequência do agravamento da situação naquele país.

"Havia a promessa de a virgem peregrina visitar a Síria mas nunca foi possível. Agora a imagem de Nossa Senhora vai e fica", adiantou a fonte do santuário de Fátima.

Em dezembro de 2013, há quase três anos, o arcebispo maronita de Damasco, Samir Nassar, consagrou o povo sírio a Nossa Senhora de Fátima, durante cerimónias religiosas na Capelinha das Aparições, no Santuário da Cova da Iria.

Na oração do rosário, o arcebispo fez um apelo à paz na Síria, que vive uma guerra civil, com a perseguição à comunidade católica.

Em julho de 2015, um grupo de monjas de um mosteiro cristão em Qara, na Síria, ofereceu ao Santuário de Fátima três balas e um lenço, "símbolos do martírio" que foram mostrados aos fieis do templo português.

Um ano mais tarde, no passado mês de julho, a peregrinação a Fátima teve nas suas intenções a paz na Siria, em resposta a um desafio lançado pelo papa Francisco.