A adesão ao primeiro dia de greve dos guardas prisionais ronda os 85%, segundo o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional. Esta manhã, o sindicato realizou uma vigília de protesto junto ao Ministério da Justiça, em Lisboa, que deu em nada.

Lamentavelmente nada mudou. O Ministério da Justiça continua com a mesma posição de não mudar nada em relação aos guardas prisionais”.

O presidente do sindicato, Jorge Alves, disse aos jornalistas que hoje "vai seguir um novo pré-aviso de greve para o último fim de semana de julho e para o primeiro de agosto e outras formas de luta virão". Prometem manifestar "junto do ministério e do primeiro-ministro, que o governo não está a praticar equidade com outras forças de segurança e serviços".

O sindicato exige a aplicação da pré-aposentação de acordo com o praticado na PSP, a atualização da tabela remuneratória, a promoção a guarda prisional e ocupação dos lugares existentes nas categorias, uma regulamentação do horário de trabalho e um subsídio de turno e o aumento dos quadros de efetivos.

A ministra da justiça disse, em junho, no parlamento, que o concurso para mais 400 elementos nos serviços prisionais deveria estar concluído este mês e que atualmente existem 6.627 guardas, reconhecendo que estão aquém do quadro definido.

O primeiro período de greve que começou hoje termina no sábado.