Uma corveta foi esta quarta-feira afundada na Madeira, para se tornar num recife artificial. O afundamento da corveta é visto como uma mais-valia para a economia local e que vai atrair cada vez mais apreciadores de mergulho. 

Um minuto e vinte e seis segundos foi quanto se aguentou a corveta Pereira d'Eça à superfície, após terem sido acionados os explosivos, indo depois assentar a 30 metros de profundidade, com o objetivo de criar um recife artificial para a prática de mergulho.

A General Pereira d'Eça foi afundada ao largo do Porto Santo, numa área de reserva natural integral, pelo que foi completamente limpa e descontaminada para não afetar a vida marinha. Por outro lado, foram usados explosivos de corte, que não provocam ondas de choque e, como tal, não prejudicam a fauna e flora.

Este é o segundo navio a ser afundado no Porto Santo com o objetivo de criar um recife artificial e potenciar o mergulho, depois do "Madeirense", em 2000. As embarcações encontram-se a cerca de duas milhas náuticas uma da outra.

A corveta Pereira d'Eça foi construída em 1970, tem 1.438 toneladas e 85 metros de comprimento, mas os primeiros mergulhos só serão autorizados assim que terminarem os trabalhos de estabilização do navio no fundo do oceano e após uma verificação minuciosa da Marinha Portuguesa.

O Scuba Diving, entidade responsável pela gestão deste novo recurso turístico no domínio do mergulho, é uma parceria entre a Associação de Promoção da Madeira e os hotéis com centro de mergulho nas Ilhas da Madeira e Porto Santo.