“Aos arguidos foram imputados, na acusação, vários crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, branqueamento, abuso de poder e falsificação de documento. Entre os acusados encontra-se um ex-diretor-geral de Infraestruturas e Equipamentos do MAI”, lê-se numa nota enviada pela PGR, citada pela Lusa.


“Em síntese, ficou indiciado que os arguidos atuaram concertadamente no sentido de beneficiar determinados empresários, mediante a adjudicação de contratos públicos em violação das normas da contratação pública e em prejuízo do princípio da livre concorrência”, explica a nota da PGR.


“Os valores cobrados foram intencionalmente inflacionados, de modo a permitir a obtenção de mais-valias indevidas para os arguidos, incluindo o ex-director-geral da Direção-Geral de Infraestruturas e Equipamentos (DGIE)”, refere a PGR, que acrescenta que o Ministério Público pediu indemnização para “reparação dos prejuízos causados ao erário público”.