O presidente da Plataforma das Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD) portuguesa afirmou esta quinta-feira que vai trabalhar com a sua congénere cabo-verdiana para «influenciar» as políticas públicas do setor em organizações multilaterais.

Pedro Krupenski, salientando que se propõe fazer lóbi junto da União Europeia (UE) e União Africana (UA), falava esta quinta-feira durante a definição de um plano de trabalho conjunto, após ter assinado com a Plataforma das Organizações Não Governamentais de Cabo Verde (PlatONG) um protocolo de cooperação.

O acordo visa implementar ações conjuntas de sensibilização e influência politica junto de instâncias supranacionais, como, além da UE e a UA, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O presidente da direção da plataforma das Organizações Não Governamentais Para o Desenvolvimento (ONGD) de Portugal considerou que, a partir de agora, a plataforma portuguesa «está mais rica».

«Iremos trabalhar entre dois grandes eixos, como a capacitação das associadas, pois há questões que as ONGD tem muito a dar às portuguesas e vice-versa. Outro eixo será a influência nas políticas públicas do setor em organismos multilaterais. Esse trabalho de lóbi será um dos eixos de trabalho conjunto», explicou.

Por seu turno, o presidente da PlatONG, Dionísio Simões Pereira, defendeu que a assinatura do protocolo servirá para desenvolver ações de cooperação com os seus homólogos, através das organizações filiadas na plataforma.

«Já trabalhamos juntos, mas entendemos que, para determinadas investidas junto de entidades internacionais e nacionais, faz todo o sentido apresentar a formalização desta relação de cooperação. Através deste protocolo, queremos dar corpo a um conjunto de pretensões, como ações formativas, trabalho conjunto no quadro da CPLP e da parceria especial UE/Cabo Verde e o processo de integração sub-regional», disse.

«O protocolo assenta em eixos muito concretos, que serão traduzidos em planos de ação anuais que nos vincula a trabalhar conjuntamente porque são evidentes as complementaridades entre as plataformas e as organizações associadas», acrescentou.

Num protocolo compilado em cinco artigos, as partes comprometem-se a estabelecer um plano de trabalho anual, em que deverão ser definidas as ações e projetos específicos, designadamente de formação técnica e operacional das associadas e a promoção de contactos regulares entre os representantes das diferentes ONG.