Médicos, enfermeiros e administrativos vão ter que picar o ponto nos centros de saúde, tal como já acontece nos hospitais. 

Concorda com esta medida? VOTE NA SONDAGEM

A ordem é para que o registo de assiduidade avance em todos os centros de saúde ainda este ano, mas o problema é conseguir, neste espaço de tempo, que a medida seja cumprida em todo o país.

O processo já está adiantado na região de Lisboa, mas, no Algarve, por exemplo, ainda não foi lançado o concurso para a compra dos equipamentos.

Na região Centro, estão a ser dados os primeiros passos na formação.

Em declarações do «Diário de Notícias», o presidente da Administração de Saúde da Região de Lisboa sublinha que picar o ponto serve para «moralizar situações» que, em alguns casos, eram «inaceitáveis».

Outro dos objetivos é o processamento informático dos salários.

O Bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, afirmou, em declarações à TSF, que é importante perceber o que justifica esta medida e o seu custo. 

«Não há dinheiro para contratar médicos, nem enfermeiros, nem técnicos, nem psicólogos para os centros de saúde, mas há dinheiro para relógios de ponto», afirmou.

José Manuel Silva quer saber se com este controlo vão ser pagas aos médicos as horas extraordinárias que até aqui não eram registadas.

«Será que agora vão pagar as horas que a maioria dos médicos trabalha efetivamente a mais?», questionou.

O Bastonário desvalorizou a data de entrada em vigor do sistema, defendendo que o mais importante é saber quais as suas regras de funcionamento.