O secretário-geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa, apelou hoje ao “diálogo e negociação” no caso do braço de ferro criado na saúde, entre enfermeiros e Governo.

O líder comunista diz que “tem fundamento e razão a luta dos enfermeiros pelos seus direitos”, mas chama ao PCP muitas das iniciativas que são hoje objetivos que os enfermeiros querem alcançar com a greve, que teve início ontem às 00:00 e se deve prolongar até à próxima sexta-feira: reposição das 35 horas, pagamento das horas extraordinárias, e melhoria dos rendimentos dos enfermeiros especialistas.

Faço votos para que haja uma solução, em que os problemas se resolvam e, particularmente, por parte dos profissionais da saúde, façam o que sempre fizeram (…) defender os seus direitos e, simultaneamente, o serviço nacional de saúde.”

O primeiro-ministro esteve na segunda-feira ao início da noite, em São Bento, reunido com o ministro da Saúde a preparar uma reunião que Adalberto Campos Fernandes terá hoje com o SEP.

Jerónimo de Sousa assegura que esta fase da vida politica nacional “não dispensa a luta.”

Já sobre Tancos e a polémica que envolve o ministro da Defesa, Jerónimo não tem dúvidas que o responsável “falhou quando não assumiu responsabilidades política.”

Se deve ser demitido, aí o secretário-geral passa a bola a António Costa: “são [decisões] da responsabilidade do primeiro-ministro.”, acrescenta.