O calor extremo que se sentiu no país nos primeiros 10 dias de agosto terá sido responsável pela morte de mais 31 pessoas, face ao período homólogo, segundo a Direção-Geral da Saúde.

Nesses dias, no total, houve mais 186 óbitos por diversas causas, em comparação com o mesmo período dos dois anos anterior. À Lusa, a sub-diretora geral da Saúde, Graça Freitas, disse que, desses, estima-se que 31 mortes se devam ao calor.

“Considerando a tendência e variabilidade observadas na mortalidade ao longo de 2016, estima-se que, esta diferença represente, efetivamente, mais 31 óbitos, distribuídos pelos 10 dias decorridos de agosto”

Esta sexta-feira, precisamente por causa das altas temperaturas, há 11 distritos sob aviso amarelo. E, por causa da vaga de incêndios, a Proteção Civil colocou todo o país em alerta laranja até ao final da próxima semana.

Os conselhos da Proteção Civil para lidar com o calor

Manter-se hidratado (beber água, mesmo se não tiver sede);
Manter a casa arejada
Evitar a exposição ao sol nas horas de maior calor (entre as 11h00 e as 17h00)
Quem viaja de carro, deve escolher as horas de menor calor. Não permitir que pessoas e/ou animais fiquem dentro da viatura ao sol
Recém-nascidos, as crianças, as pessoas idosas e as pessoas doentes, podem não sentir, ou não manifestar sede: é preciso estar atento e oferecer-lhes água 
Atenção redobrada ao grupos mais vulneráveis: idosos, crianças, doentes crónicos, sem-abrigo, pessoas que desenvolvem a sua atividade no exterior