O escultor Rui Chafes venceu o Prémio Pessoa 2015, foi esta sexta-feira anunciado pelo júri no Palácio de Seteais, em Sintra.

O Prémio Pessoa 2015, que distingue uma pessoa com uma "intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país".

“Rui Chafes consegue o feito raro de produzir uma obra simultaneamente sem tempo e do seu tempo”, disse hoje o presidente do júri do Prémio Pessoa, Francisco Pinto Balsemão.

a conferência de imprensa José Luis Porfírio, outro dos elementos do júri, sublinhou “a longa e consciente ligação de Rui Chafes a uma tradição de escultura”.

Rui Chafes nasceu em Lisboa em 1966 e é formado em escultura. Atualmente tem uma exposição patente no Atelier Museu Júlio Pomar, em Lisboa.

É a primeira vez que um escultor é premiado com o Prémio Pessoa.

Com um valor monetário de 60.000 euros, o Prémio Pessoa foi atribuído em 2014 a Henrique Leitão, historiador de ciência, que tem dedicado particular atenção à ciência portuguesa dos séculos XVI e XVII.

O júri do Prémio Pessoa é presidido por Francisco Pinto Balsemão e integra Álvaro Nascimento, António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, Eduardo Souto de Moura, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria Manuel Mota, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga, Pedro Norton, Rui Magalhães Baião, Rui Vieira Nery e Viriato Soromenho-Marques.

Atribuído pela primeira vez em 1987 ao historiador José Mattoso, o Prémio Pessoa já distinguiu personalidades como a pianista Maria João Pires, os cientistas António e Hanna Damásio, o poeta Herberto Helder (que recusou o galardão), o arquiteto Eduardo Souto Moura, o compositor Emanuel Nunes, o constitucionalista José Gomes Canotilho, o ator Luís Miguel Cintra, a historiadora Irene Flunser Pimentel e Manuel Clemente, atual Cardeal-Patriarca de Lisboa, recorda a Lusa.

O Prémio Pessoa é uma iniciativa do semanário Expresso com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos.