A vila de Óbidos entrou esta sexta-feira no universo das "cidades da literatura", no âmbito das cidades criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), disse à Lusa fonte da autarquia.

O presidente da Câmara de Óbidos, Humberto Marques, encara com "muita responsabilidade" a entrada da vila no universo das "cidades da literatura" da UNESCO.
 

"Ter hoje o selo da UNESCO, sabendo que é uma entidade muito credível, é o selo mais importante que podemos ter para que Óbidos não seja vista apenas como lugar da história e para passar férias, mas também lugar onde se pode ser criativo, e onde os investidores podem investir"


Óbidos é a 12.ª classificada na lista da organização, ao lado de Edimburgo (Escócia), Melbourne (Austrália), Iowa City (EUA), Dublin (Eire) Reiquejavique (Islândia), Norwich (Inglaterra), Cracóvia (Polónia), Heidelberg (Alemanha), Dunedin (Nova Zelândia), Granada (Espanha) e Praga (República Checa).

Para o autarca, esta classificação é a oportunidade de afirmação "num contexto mais global" de um "percurso de afirmação de criatividade" que Óbidos tem vindo a trilhar nos últimos anos.

Dentro dessa estratégia, Humberto Marques lembrou a abertura de uma dezena de livrarias em lugares improváveis da vila, entre os quais uma igreja, um mercado biológico, uma antiga adega e uma escola primária desativada, e a realização, pela primeira vez este ano, do Folio - Festival Literário Internacional de Óbidos.

Geridas em conjunto com a câmara, foram igualmente abertas livrarias em dois dos museus da vila (Municipal e Abílio), na galeria NovaOgiva e no Centro de Design de Interiores (CDI).

A candidatura de Óbidos à rede de cidades literárias da Unesco foi apresentada em junho, numa parceria entre a autarquia e José Pinho, da editora Ler Devagar.

Ouvido pela agência Lusa, o livreiro espera que a classificação tenha um "efeito incrementador" para a afirmação de Óbidos enquanto vila cultural e para continuar a organizar o Folio, facilitando o relacionamento com entidades públicas e privadas.

A "The Crative Cities Network - Crafts & Folk Art, Design, Film, Gastronomy, Literature, Music and Media Arts" integrava, até hoje, 69 cidades com um objetivo comum: "colocar a criatividade e as indústrias culturais no centro dos seus planos de desenvolvimento a nível local e cooperar ativamente a nível internacional", segundo comunicado da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura), com sede em Paris.
 

Idanha-a-Nova entra nas Cidades da Música da UNESCO



Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, foi hoje oficialmente aceite no grupo de Cidades da Música da UNESCO, no âmbito da rede de Cidades Criativas.

O anúncio foi feito em Paris e confirmado à agência Lusa pelo presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto.

O presidente da Câmara de Idanha-a-Nova afirmou que a classificação da vila como Cidade da Música da UNESCO vai trazer "muito desenvolvimento" para o concelho.
 

"Passamos a ser uma das cidades da música da UNESCO, no âmbito da rede de cidades criativas, o que vai trazer muito desenvolvimento para o concelho", afirmou o presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto.


O autarca entende que o investimento que tem sido feito ao nível do setor cultural neste concelho do distrito de Castelo Branco "é também uma aposta na economia e no desenvolvimento" de Idanha-a-Nova.


"Sentimo-nos muito honrados com esta decisão. Este é o reconhecimento da cultura de Idanha-a-Nova e do investimento que temos feito nesta área"


Armindo Jacinto disse ainda que este desfecho "vem confirmar que apresentamos uma candidatura com argumentos muito fortes, mesmo sendo Idanha-a-Nova uma vila e não uma cidade", concluiu.

A riqueza patrimonial do concelho, onde a herança cultural associada à música assume rara expressão, fundamentou a candidatura da vila a Cidade da Música, no âmbito da rede de Cidades Criativas da UNESCO, após um vasto trabalho de inventariação, preservação e divulgação da identidade musical e cultural de Idanha-a-Nova, das suas características etnográficas e etnológicas.

O adufe, o maior representante da riqueza e da tradição musical de Idanha-a-Nova, inspirou o símbolo desta candidatura portuguesa a Cidade da Música da UNESCO.

A Câmara de Idanha-a-Nova preparou durante um ano e meio a candidatura, que teve o envolvimento de diversos intervenientes nacionais e internacionais.

Entre as entidades que apoiaram esta candidatura encontra-se o Governo português, a Associação Portuguesa de Educação Musical, o Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual, a Comissão Portuguesa da UNESCO e várias cidades que já têm o título de Cidade da Música, com destaque para Mannheim, na Alemanha, Bolonha, em Itália, Sevilha, em Espanha, e Hamamatsu, no Japão.

O objetivo desta rede de cidades é promover o desenvolvimento social, económico e cultural das respetivas comunidades, tendo por base as indústrias criativas.