A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, disse hoje que está a analisar o dossier sobre a compra das novas fardas para a PSP, estando a ser estudadas as implicações orçamentais.

“O dossier está em estudo em todas as suas implicações, inclusive orçamentais, não está qualquer decisão definitiva tomada” sobre o fardamento, disse aos jornalistas a ministra no final da cerimónia de abertura do ano académico do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI).

O novo fardamento dos elementos da PSP foi apresentado pelo ex-ministro da Administração Interna Miguel Macedo em maio de 2014 e, na altura, estava previsto que começaria a ser introduzido em 2015 e durante três anos com um custo anual de seis milhões de euros.

Constança Urbano de Sousa afirmou que “tem que se ponderar” e “estudar” a introdução das novas fardas na Polícia de Segurança Pública, sendo “um dossier que está em cima da mesa”.

“Temos que ponderar eventualmente as suas implicações orçamentais”, adiantou.


Questionada sobre as poucas fardas disponíveis nos depósitos da PSP, a ministra referiu que os agentes “podem adquirir o seu fardamento num estabelecimento comercial, desde que cumpra as especificações técnicas”.

Constança Urbano de Sousa sustentou que os agentes não são obrigados a comprar as fardas nos depósitos da PSP, podendo comprá-las nos circuitos comerciais, como o têm feito até agora.

A ministra da Administração Interna disse também que está prevista a organização “de forma sistemática” de alguns cursos em comum entre as forças e serviços de segurança.

“Não está prevista qualquer alteração do sistema de ensino em si, o que está previsto é um reforço da mutualização de alguns percursos curriculares comuns”, afirmou, adiantando que “a organização de cursos em comum entre as forças de segurança está prevista no programa de Governo”.

Constança Urbano de Sousa afirmou ainda que a partilha de algumas áreas de formação já existe nos dias de hoje, sendo apenas necessário “fazê-lo de forma sistemática em alguns percursos curriculares".

Ressalvando que não são todas as áreas curriculares que devem ser ministradas em comum, a ministra deu como exemplo o curso de tiro, que pode ser feito entre a PSP, GNR e SEF.

A ministra regressou hoje na qualidade de governante ao Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, onde locionava desde 1998.