A Deco Proteste encontrou seis esquentadores no mercado com falhas de segurança num teste em que examinou onze modelos daqueles eletrodomésticos.

Os resultados, divulgados esta quarta-feira, levaram a associação de defesa do consumidor a contactar as marcas e notificar a Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica.

Os esquentadores com pior prestação "libertaram gases queimados para a divisão onde estão instalados", apesar de as regras determinarem que têm que sair só pela chaminé e ser enviados para o exterior.

A quantidade de dióxido de carbono libertada provocou um aumento da concentração deste gás junto aos aparelhos superior aos valores máximos admissíveis", indica a Deco.

Segundo a norma, o aumento de concentração de dióxido de carbono tem que ser menos de 0,2%, mas nos seis modelos com problemas, o aumento foi entre 0,37 e 1,7%.

As marcas com modelos problemáticos foram a Edesa, Fagor, Thermiket e Vaillant, a única marca que se mostrou disponível para dialogar com a Deco sobre os testes.

A Deco aconselha a ter as divisões onde funciona um esquentador bem ventiladas e a evitar estar nesses locais quando o aparelho estiver a operar.

Se o sistema de segurança do esquentador disparar, a associação aconselha a chamar um técnico, porque a exaustão dos gases pode estar a ser feita incorretamente.