O empresário José Veiga, detido no âmbito da Operação Rota do Atlântico, vai ser transferido para prisão domiciliária. O empresário estava a aguardar julgamento em prisão preventiva, interpôs recurso e recebeu hoje a notícia de que o recurso foi deferido. 

O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) alterou a medida de coação aplicada ao empresário de futebol, decretando a prisão domiciliária com vigilância policial.

José Veiga fica obrigado a permanecer na habitação com vigilância policial até que efetue o pagamento de uma caução de 1,2 milhões de euros.

A alteração da medida de coação resulta de um recurso apresentado no TRL pela defesa de José Veiga, que contestava o despacho do juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, que determinou a prisão preventiva do empresário.

José Veiga foi detido no início e fevereiro, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público, do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Os detidos, alegadamente, celebravam contratos de fornecimento de bens e serviços relacionados com obras públicas, construção civil e venda de produtos petrolíferos, entre diversas entidades privadas e estatais.

Os proventos gerados com esta atividade eram utilizados na aquisição de imóveis, veículos de gama alta, sociedades não residentes e outros negócios, utilizando, para o efeito, pessoas com conhecimentos especiais e colocadas em lugares privilegiados, ocultando a origem do dinheiro e integrando-o na atividade económica lícita, acrescenta o documento.

Na operação foram ainda apreendidos vários imóveis, viaturas de alta gama e saldos bancários.