O rebentamento de uma conduta de água da rede pública, em São Pedro de Moel, em Leiria, abriu uma cratera com vinte metros, confirmou à TVI24 fonte da GNR. 

Segundo a mesma fonte, a estrada de acesso a uma rua de moradias está cortada, mas o abate do piso não fez feridos. 

Segundo fonte do comando territorial de Leiria da GNR, a força da água provocou um desmoronamento de terras na rua Aníbal Bettencourt, arrastou o piso de alcatrão e os passeios e "escavou uma cratera com a largura da rua e vinte metros de extensão".

"É uma grande cratera", adiantou a mesma fonte. 

Inicialmente, a informação dava conta de que existiam casas em risco, mas mais tarde, a GNR, em declarações à Lusa, esclareceu que, apesar da queda de um muro de uma das casas, não há habitações em perigo.

A GNR de São Pedro de Moel está no local desde as 07:45, tendo a água sido cortada pelos serviços da Câmara Municipal da Marinha Grande alguns minutos depois. Segundo fonte da GNR local, a enxurrada deitou abaixo o muro de proteção de uma das casas e arrastou alcatrão, pedras e areia, mas não existem residências em perigo.

No local, para além da GNR, está também a Proteção Civil Municipal.

A responsável pela comunicação da autarquia disse à Lusa que a situação está a ser avaliada no local por técnicos da Câmara Municipal, reservando para mais tarde a divulgação de informações "mais precisas". Lembrou, no entanto, que nas imediações daquela zona aconteceu este verão uma situação semelhante, embora de menor dimensão.

No Facebook, em direto, um dos moradores fez o relato do desabamento. 

 A empreitada de reparação dos estragos causados arranca na segunda-feira e vai durar uma semana, disse entretanto à Lusa a presidente da Câmara da Marinha Grande.

A autarquia contratou uma empresa especializada para efetuar a reparação "e repor a normalidade", ao mesmo tempo que avançou ao longo do dia de hoje com medidas para atenuar o impacto do incidente, que provocou uma ‘cratera’ de vinte metros de extensão numa zona residencial, obrigando ao corte da circulação na rua Aníbal Bettencourt.

A presidente do município, Cidália Ferreira, explicou que a principal prioridade dos técnicos camarários ao longo do dia foi assegurar a segurança de duas residências situadas na zona onde se registou um aluimento da estrada, assente numa base de areia.

A força da água proveniente da conduta situada mais acima, na Avenida das Piscinas, provocou um desmoronamento de terras, arrastou o piso de paralelepípedos e alcatrão e destruiu passeios e muros de duas habitações, uma das quais permanente.

Ao cair da noite, e sob a orientação de um geólogo contactado pela câmara, os serviços da autarquia e alguns moradores na zona estavam a colocar proteções de plástico nos muros das residências, de maneira a evitar a infiltração das casas.

Proteções de cimento e plástico foram também colocadas no topo da rua, para tentar desviar a água da chuva e evitar mais aluimentos, que podem deixar em perigo real as duas habitações.