A Câmara Municipal de Évora está preocupada com os atos de vandalismo em edifícios públicos, incluindo monumentos, sobretudo no centro histórico da cidade, classificado como Património Mundial, que causam milhares de euros de prejuízo.

São situações preocupantes, sobretudo porque tendem a generalizar-se", afirmou esta sexta-feira o presidente do município, Carlos Pinto de Sá, em declarações à agência Lusa.

O autarca indicou que a câmara já apresentou "dezenas de queixas contra desconhecidos", devido à inscrição de ´graffitis` e à destruição de sinalética, papeleiras e de parquímetros, por existir "prejuízo para o erário público".

Temos ações de vandalismo de diversos tipos como derrube e destruição de sinalética, contentores do lixo e de papeleiras e temos grafitagem de edifícios públicos, monumentos e, naturalmente, de edifícios privados, em particular no centro histórico", disse.

Pinto de Sá observou que os atos de vandalismo em Évora "têm surgido por ondas", existindo "períodos mais graves e outros em que não há praticamente ações deste tipo".

Além de apresentar queixa, referiu, o município "procura repor tão breve quanto possível a normalidade", através da "recolocação de sinais e contentores do lixo e até na eliminação dos ´graffitis`".

Estamos a preparar uma ação de limpeza, a realizar dentro de algumas semanas, virada para a questão dos ´graffitis`", que é o tipo de vandalismo que "voltou a surgir nos últimos tempos e que precisamos de dar uma resposta rápida", adiantou.

O autarca realçou que "o ´graffiti` é fácil e rápido de fazer", mas a remoção "é muito complicada", notando que a limpeza de arcadas e edifícios em pedra do centro histórico implica o uso de "materiais adequados".

Segundo o presidente da câmara municipal, ainda recentemente, "cerca de uma dezena de parquímetros" da cidade foi alvo de vandalismo, em que desconhecidos "tentaram destruir o mecanismo" das máquinas.

Se juntarmos tudo, com sinais de trânsito, contentores de lixo e outras intervenções, estamos a falar em milhares de euros de prejuízo", frisou.

"Temos situações de custos menores, como desobstruir a entrada de moedas em parquímetros, até à destruição da máquina ou um ´graffiti` que está numa pedra na Praça do Giraldo, que exige uma intervenção que tem custos significativos", acrescentou.

Carlos Pinto de Sá revelou que, há pouco tempo, o município foi notificado pelo Ministério Público de que algumas participações tinham sido arquivadas, mas, ainda assim, considerou que a câmara não deve "deixar de apresentar a queixa".

O centro histórico de Évora comemora este mês o 31.º aniversário da classificação como Património Mundial, pela Organização das Nações Unidas, para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).