Armas de caça grossa e de pressão de ar, relíquias utilizadas pelas Forças Armadas nas ex-colónias ou pistolas de defesa pessoal vão a leilão na PSP do Porto nos próximos dias 17 e 18, informou fonte oficial esta terça-feira.

Nos dois dias, a PSP do Porto vai realizar na Sala de Formação do Comando Metropolitano do Porto um leilão de 199 armas, por meio de licitação verbal com “entrega à melhor oferta”, que sobe de dez em dez euros por licitação, disse à Lusa o subcomissário Paulo Barros, referindo que nenhuma arma apreendida por crime de sangue vai ser leiloada (as armas por crime de sangue são destruídas).

A leilão vão armas em “perfeito estado de funcionamento” e em “boas condições de manutenção” e a verba conseguida no leilão “reverte a favor dos serviços sociais, porque é isso que está determinado em lei”, explicou a mesma fonte policial.

Podem participar os cidadãos legalmente isentos de licença de uso e porte de arma, os titulares de licença de uso e porte de arma adequada à classe da peça em leilão, armeiros detentores de alvará e os titulares de licença de colecionador e as associações de colecionadores com museu.

Os interessados vão poder encontrar armas de pressão de ar (para tiro ao alvo) com uma base de licitação de 50 euros, armas de caça grossa com base de licitação a partir dos 150 euros ou armas de coleção, como por exemplo utilizadas nas ex-colónias, com valores base de licitação na ordem dos 350 euros.

Há também várias armas para defesa pessoal cuja base de licitação começa nos 120 euros e há uma amostra de algumas armas brancas de coleção.

O material a leilão está atualmente em exposição no Edifício Aljube, no Comando da PSP do Porto, "para exame dos interessados” até à próxima sexta-feira, dia 13, entre as 10:00 e as 12:00 e das 14:00 e as 16:00.

O leilão começa às 09:30 da próxima terça-feira e termina na quarta-feira.

De acordo com o Regime Jurídico das Armas e suas Munições é da competência exclusiva da PSP a realização de um “leilão anual de armas apreendidas, achadas e perdidas a favor do Estado ou entregues voluntariamente a favor do Estado, bem como as armas provenientes dos processos mortis causa e das armas achadas”.

A PSP, que tem exclusividade de reunir armas apreendidas em Portugal, destruiu nos primeiros dez meses deste ano 27.991 armas.